Terapia com alarme na enurese noturna: quando indicar?

12 janeiro, 2026

A terapia com alarme é uma das abordagens mais eficazes no tratamento da enurese noturna (o “xixi na cama”), mas nem todos os casos se beneficiam desse recurso.

O alarme é mais indicado para crianças com enurese monossintomática, ou seja, aquelas que apresentam apenas o xixi noturno, sem outros sintomas urinários durante o dia, e que contam com uma boa participação da família no tratamento. A adesão dos pais ou responsáveis é fundamental para o sucesso da terapia.

Quando corretamente indicado e associado a intervenções comportamentais estruturadas, como organização da rotina do sono, controle da ingestão de líquidos à noite e estímulo ao uso regular do banheiro, a taxa de resolução pode chegar a 70%.

Por isso, a avaliação criteriosa e individualizada é essencial para definir a melhor estratégia de tratamento e garantir resultados eficazes e duradouros para a criança e sua família.

 

Avaliação pélvica: como funciona?

12 janeiro, 2026

A avaliação em fisioterapia pélvica é individualizada, respeitosa e baseada em evidências científicas. Inicialmente, o profissional realiza uma escuta cuidadosa da história clínica, dos hábitos urinários e intestinais, além da rotina do paciente.

Em seguida, podem ser avaliados a postura, a respiração, a força, a resistência e a coordenação dos músculos do assoalho pélvico. Quando necessário, recursos como o biofeedback auxiliam a tornar essa avaliação mais precisa e compreensível para o paciente.

Em crianças, a avaliação é sempre não invasiva, lúdica e adaptada à idade, respeitando o desenvolvimento infantil e garantindo conforto, segurança e tranquilidade durante todo o processo.

Todo o atendimento é conduzido com ética, privacidade e cuidado, proporcionando um ambiente seguro e de confiança para pacientes de todas as idades.

 

Quando procurar a fisioterapia pélvica?

12 janeiro, 2026

Muitas pessoas acreditam que perdas urinárias, dor pélvica ou alterações no funcionamento da bexiga fazem parte do envelhecimento ou são “normais” após a gravidez ou cirurgias. No entanto, esses sintomas não devem ser ignorados.

A fisioterapia pélvica é indicada para homens, mulheres e crianças que apresentam queixas como incontinência urinária ou fecal, dor pélvica, bexiga hiperativa, constipação, enurese noturna, preparo e recuperação pós-cirúrgica, entre outras condições.

Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maiores são as chances de recuperação, prevenção de complicações e melhora da qualidade de vida.

 

Enurese noturna: quando o “xixi na cama” precisa de atenção

12 janeiro, 2026

A enurese noturna, popularmente conhecida como “xixi na cama”, é um sintoma urinário comum na infância e costuma ser um dos principais motivos que levam os pais a procurar ajuda médica para seus filhos.

Durante a avaliação, porém, é frequente identificar outros sinais associados, como escapes de urina durante o dia, vontade urgente de fazer xixi, hábito de segurar a urina por muito tempo, aumento ou diminuição da frequência das idas ao banheiro, constipação intestinal e até infecções do trato urinário.

Esses sintomas podem indicar alterações no funcionamento da bexiga e do intestino, que interferem no controle urinário da criança. Além disso, o “xixi na cama” pode afetar a autoestima, o convívio social e o bem-estar emocional dos pequenos.

A fisioterapia pélvica pediátrica é uma abordagem segura, lúdica e eficaz, que ajuda a criança a aprender a reconhecer os sinais do corpo, melhorar o controle da bexiga e desenvolver hábitos saudáveis para ir ao banheiro. O tratamento é feito de forma não invasiva, respeitando a idade e o desenvolvimento de cada criança.

Com orientação adequada e acompanhamento profissional, é possível melhorar os sintomas e promover mais conforto, confiança e qualidade de vida para a criança e sua família.

 

Incontinência urinária feminina: você não está sozinha

12 janeiro, 2026

Milhões de mulheres vivenciam, muitas vezes em silêncio, a perda involuntária de urina,  uma condição que pode afetar significativamente a qualidade de vida, a autoestima e as atividades sociais.

A incontinência urinária pode ocorrer durante esforços como tossir, espirrar, caminhar, correr, pular ou praticar atividades físicas, caracterizando a incontinência urinária de esforço. Também pode estar relacionada à bexiga hiperativa, quando surge uma vontade súbita e intensa de urinar, acompanhada da dificuldade de chegar ao banheiro a tempo.

Fatores como gravidez, parto, menopausa, alterações hormonais, sobrepeso e envelhecimento podem contribuir para o enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico, responsáveis pelo controle da urina.

A boa notícia é que a fisioterapia pélvica é um tratamento eficaz, seguro e não invasivo. Por meio de exercícios específicos, técnicas de conscientização corporal, biofeedback e, quando indicado, eletroestimulação, é possível fortalecer a musculatura pélvica, reduzir as perdas urinárias e recuperar a confiança no dia a dia.

Buscar ajuda profissional é um passo importante para retomar o controle, o bem-estar e a qualidade de vida.

 

Incontinência urinária no homem: como a fisioterapia pélvica pode ajudar

12 janeiro, 2026

A incontinência urinária no homem está frequentemente associada à cirurgia de remoção da próstata, especialmente nos casos de câncer de próstata. Durante o procedimento, podem ocorrer lesões no esfíncter urinário ou nos nervos responsáveis pelo controle da micção, resultando em perdas involuntárias de urina.

Independentemente do grau leve, moderado ou grave,  a incontinência costuma ser mal tolerada pelos pacientes e pode impactar de forma significativa a qualidade de vida, afetando a autoestima, a vida social, profissional e até os relacionamentos íntimos.

Nesse contexto, a fisioterapia pélvica tem papel fundamental na reabilitação do homem após a prostatectomia. Por meio de exercícios específicos para o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico, técnicas de reeducação muscular, biofeedback e eletroestimulação, é possível melhorar o controle urinário, reduzir as perdas e acelerar a recuperação da continência.

Além disso, quando iniciada precocemente, inclusive no período pré-operatório, a fisioterapia pélvica contribui para uma recuperação mais rápida e eficaz, preparando a musculatura para o pós-cirúrgico e prevenindo complicações.

Portanto, a abordagem fisioterapêutica é uma estratégia segura, não invasiva e baseada em evidências científicas, sendo uma grande aliada na reabilitação da incontinência urinária masculina.

 

Treinamento do assoalho pélvico: base do tratamento da incontinência urinária

12 janeiro, 2026

O treinamento dos músculos do assoalho pélvico é a técnica mais recomendada para o tratamento e a prevenção da incontinência urinária. Quando realizado de forma adequada e orientada, esse treinamento pode não apenas aliviar, mas também melhorar significativamente os sintomas.

Entre os principais benefícios estão a redução dos episódios de perda urinária, a diminuição do uso de protetores ou fraldas e, consequentemente, a melhora da qualidade de vida, da autonomia e da autoestima.

Em alguns casos, os resultados podem ser potencializados com o uso de recursos complementares, como o biofeedback ou a eletroestimulação, que auxiliam na conscientização, no fortalecimento e na coordenação da musculatura pélvica.

O programa de exercícios pode ser realizado em casa, desde que seja prescrito de forma personalizada por um fisioterapeuta pélvico, respeitando as necessidades, o diagnóstico e os objetivos de cada paciente.

 

Eletroestimulação no tratamento da bexiga hiperativa

12 janeiro, 2026

A eletroestimulação é uma técnica amplamente estudada e utilizada no tratamento da bexiga hiperativa, com resultados positivos tanto em adultos quanto em crianças.

Nesse método, os eletrodos são posicionados no nervo tibial posterior em adultos e, nas crianças, geralmente na região parassacral. Esses estímulos elétricos ajudam a regular a atividade da bexiga, reduzindo a urgência urinária, a frequência das micções e os episódios de perda de urina.

Trata-se de uma abordagem não invasiva, indolor e bem tolerada, não causando desconforto ao paciente. Além disso, em muitos casos, o tratamento pode ser realizado em casa, desde que haja acompanhamento, supervisão e orientação de um fisioterapeuta pélvico especializado.

A eletroestimulação representa, portanto, uma alternativa segura, prática e acessível para o manejo eficaz da bexiga hiperativa, contribuindo para a melhora dos sintomas e da qualidade de vida.

 

Biofeedback: tecnologia a favor da saúde do assoalho pélvico

12 janeiro, 2026

O biofeedback é um recurso moderno que fornece informações em tempo real sobre a atividade dos músculos do assoalho pélvico (MAP). Por meio de eletrodos de superfície posicionados de forma estratégica, é possível captar os sinais musculares e transmiti-los para a tela do computador em forma de estímulos visuais e sonoros.

Essa tecnologia permite avaliar com precisão as contrações e o relaxamento dos músculos, ajudando o paciente a compreender melhor como o próprio corpo funciona. O procedimento é não invasivo, indolor e não causa desconforto.

Além de auxiliar na avaliação, o biofeedback também é uma importante ferramenta terapêutica, pois melhora a consciência corporal, a coordenação muscular e o controle dos MAP. Dessa forma, contribui para um tratamento mais eficaz, personalizado e baseado nas necessidades individuais de cada paciente.